quarta-feira, 8 de junho de 2011
A atual mídia do futuro
É curioso pensar que o alvo predileto de todos os que trabalham com o mundo digital já foi, um dia não tão distante, ela também uma mídia alternativa, irregular, de baixa qualidade e falta de conteúdo. Chega a ser irônico lembrar que, nos anos 80, época em que o mundo se descobria, se rebelava e buscava integração, a TV era o que se podia imaginar de mais cosmopolita e contemporâneo. Pensando bem, já disseram que o Jazz-- o mesmo Jazz que você, se der sorte, vai ouvir em algum elevador --era uma música perigosa e subversiva. Os tempos mudam rápido.
Já louvaram as capacidades e potencial da TV, mesmo na época em que ela não era muito mais do que uma caixa pesadona, plantada no meio da sala, consumindo uma quantidade enorme de energia e atenção. Foi aquela TV preto-e-branco, com 525 linhas, dependente de retransmissoras e sinal UHF, com imagens borradas e "fantasmas" de sinal que mostrou ao mundo o homem na Lua, empolgou políticos e cientistas e plantou a idéia de um só povo interconectado ao redor do planeta. Alguns defendiam que a exposição ao ritmo frenético da TV estimularia o cérebro das crianças, chegaram a propor até -sacrilégio!-- uma TV em cada sala de aula. A relação com a tecnologia estava claramente enviesada, para não dizer deslumbrada ou apaixonada: a TV era um sonho, tinha potencial para dar voz aos oprimidos, acabar com as injustiças, educar o mundo e promover a paz mundial. Ela só tinha qualidades. Com ela, caminharíamos de mãos dadas rumo à Era de Aquário.
É claro que nem todos eram fascinados. Havia --como sempre houve-- quem desconfiava de tantas maravilhas instantâneas. Críticos, alguns alertavam que a telinha afastaria, isolaria e prenderia seus usuários em um mundo de fantasias e fáceis conquistas, embora fosse difícil encontrar quem os levasse a sério. Até mesmo entre os mais esclarecidos não faltava quem se considerasse superior à massa, portanto imune ao poder imersivo da TV. Mas me atrevo a dizer que poucos, na época, a criticaram pelos motivos certos. Sua oposição estava mais para uma resistência à mudança do que para uma aceitação crítica. Até porque não era possível impedir seu progresso nem prever o que aconteceria quando o mundo todo estivesse ligado.
No entanto algo se quebrou. Justo ela, que tinha tantas possibilidades, acabou seguindo por um caminho tão torto e descontrolado. Não há como negar que tenha se tornado gigantesca e influente, mas quando se compara suas conquistas com o potencial que tinha, fica claro que se ela tivesse uma mão um pouco mais firme em sua formação talvez hoje ainda fosse fascinante.
Pois muito antes do DVD, do sinal digital, da alta definição, dos cabos e satélites, dos finos monitores de plasma e LCD, dos Home Theaters com áudio em Dolby 5:1 e dos smartphones com antenas retráteis, ninguém de bom senso ainda esparava algo de valor vindo dela. A TV do futuro morreu antes do futuro chegar.
Hoje a história se repete com a grande rede mundial. Não é preciso fazer uma análise sociológica para perceber que no fundo não há tanta diferença entre a qualidade média do YouTube e a da TV aberta. Que a profundidade e radicalismo nos assuntos discutidos em comunidades do Orkut não se distancia dos programas de auditório em horários não tão nobres de emissoras idem. Esse pessoal parece que não aprende. Não vai demorar para fazerem o mesmo com os videogames.
A rede já não é mais a maravilha que foi. Mas ela ainda não está perdida. Dá tempo de construir conteúdo de valor e estimular as pessoas a criarem interações de qualidade. E de ganhar dinheiro com isso.
Errar, afinal, é a melhor escola. Persistir no erro, diz-se por aí, não é exatamente algo sábio.
(Escrito por Luli Radfahrer)
Viciados em "C"
os meus próprios pensamentos.
Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios. Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra C! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.
Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.
Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.
Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno.
Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein? E o chocolate? Este dispensa comentários. Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.
Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco.
Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra C. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.
Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.
(Escrito por Ricardo Mallet)
terça-feira, 24 de maio de 2011
Produção audiovisual e crítica de cinema
Liliana é jornalista e mestre em Ciência Política pela Ufrgs. Estudou Ciências da Comunicação na Freie Universität Berlin. Sócia-diretora da Tempo Porto Alegre, foi coordenadora de produções e do Núcleo de Cinema e Televisão da Zeppelin Filmes, de 1996 a 2008. Coordenadora Nacional do Input (International Public Television Conference) de 2001 a 2004, trabalhou ainda como produtora independente para a Hamburger Kino Kompanie/Hamburgo, M.Schmiedt Produções, Spiegel TV Alemanha, onde atuou em longas-metragens e realizou diversos filmes documentários.
Como diretora atuou em:
O Branco, 2000
A Invenção da Infância, 2000
O Cárcere e a Rua, 2004
O Continente de Erico, 2005
Um Menino vai para o Colégio, 2007
Marleni (Teatro), 2009
A Cidade, 2011 (Em finalização)
Como produtora:
O Pulso, 1997
Sul Sem Fronteiras, 2000
Amigos Bizarros do Ricardinho, 2009
Crítica de cinema
Já no dia 10 de junho, sexta feira, o crítico de cinema e professor universitário Sérgio Rizzo vem a Santa Cruz do Sul para bater um papo com os estudantes do Curso de Comunicação Social. Rizzo vai falar sobre Desafios para a produção e para a crítica de cinema hoje no Brasil. A palestra será na sala 5328, a partir das 19h.
Sérgio Rizzo, 45 anos, é jornalista, mestre em Artes/Cinema, com uma dissertação sobre a obra de Woody Allen, e doutor em Meios e Processos Audiovisuais, com uma tese sobre a formação de professores para a educação audiovisual, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. É colunista do portal Yahoo! e das revistas Educação, Escola Pública, Língua Portuguesa, Ideia Sustentável e Viração. Dá aulas no curso de graduação em Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, na pós-graduação da FAAP, na Casa do Saber e na Academia Internacional de Cinema.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Correspondente de guerra palestra na Unisc
Na Colômbia, acompanhou a operação de guerra do exército que resultou na morte de 11 guerrilheiros das Farc, em 2003. No Timor Leste e no Haiti, acompanhou soldados da Missão de Paz em 2004 e em 2005. Trezzi fez também diversas coberturas criminais no Rio de Janeiro e em São Paulo, cobrindo ações do Comando Vermelho e do PCC.
Em 2009 foi enviado ao México para uma reportagem especial sobre a guerra do narcotráfico. Em 2010 foi ao Chile para cobertura diária sobre o terremoto que sacudiu o país e, no ano seguinte, cobriu a guerra civil na Líbia. Hoje atua como repórter e analista de segurança em Zero Hora, com a coluna Sua Segurança.
Nestes anos de profissão ganhou cerca de 35 prêmios de jornalismo, entre eles o prêmio Esso para a região Sul e diversos na área de Direitos Humanos. A vinda de Humberto Trezzi para a Unisc faz parte do projeto de visitas dos jornalistas de Zero Hora às universidades gaúchas.
A cobertura da palestra do jornalista vai ser feita pelos alunos do Curso de Comunicação Social em tempo real, via twitter.
sábado, 9 de abril de 2011
Sobre Messi e Kaka
domingo, 27 de março de 2011
Na terra dos Beatles
Ir a Londres e não tirar uma foto no Big Ben é como ir a Paris e não visitar a Torre Eiffel, ou ir ao Rio de Janeiro e não subir no Cristo Redentor. Bem, Londres sempre foi uma das cidades que considerei como impossível não conhecer, por toda a sua cultura particular, sua história e o mito que gira em torno de seu sistema de governo, com reis, rainhas, príncipes e princesas... Carros com direção do lado direito andando na contramão, ônibus com dois andares, táxis pretos em carros fabricados exclusivamente para a função, um lugar chamado Notting Hill, Beatles, Arsenal, Iron Maiden, Tubs e Pubs, Canal da Mancha, rio Thames, troca da guarda, rock'n roll, Rolling Stones, Lady Diana, Marco Zero de Greenwich (Lembra das aulas de Geografia?), Abbey Road... Precisa dizer mais alguma coisa? Londres é, no mínimo, surpreendente. A maior cidade da Europa, com 7 milhões de habitantes... Por isso, é impossível ir à Europa sem dar uma esticadinha a Londres!E pra quem é beatlemaníaco, não poderia faltar no roteiro um dos pontos sagrados da história da música mundial: a Abbey Road. Nesse local da foto, no outro lado da rua, situa-se a gravadora dos Beatles em Londres. Na frente da gravadora foi tirada a foto para a capa do disco Abbey Road, em que aparecem John, Paul, George e Ringo atravessando a faixa de segurança que existe no local.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Inscrições para pós em Comunicação Política
Podem se inscrever na especialização graduados em Jornalismo, Publicidade, Relações Públicas, História, Geografia, Letras, Ciências Sociais, Direito, Administração, entre outros cursos de áreas afins. O curso tem professores mestres e doutores de várias universidades do Estado com experiência e pesquisa em comunicação política.
As aulas da pós-graduação ocorrem a cada quinze dias, nas sextas-feiras à noite e aos sábados, durante todo o dia. São 23 disciplinas, divididas em seis módulos. Entre as disciplinas estão as de História da Política Brasileira, Teoria Política, Legislação Eleitoral, Propaganda Política e Eleitoral, Marketing Político, Pesquisa de Opinião Pública, Media Training, Assessoria de Imprensa, Cerimonial e Protocolo, Organização de Eventos, Relações Públicas Governamental, Política e Estratégia de Comunicação.
Informações pelo telefone (51) 3717-7343. A coordenação do curso é da professora doutora Ângela Felippi (angelafe@unisc.br).
